Capítulo de Livro | A Educação Ambiental no mundo e seu tardar no Brasil: uma revisão necessária para a Educação de Jovens e Adultos


A Educação Ambiental no mundo e seu tardar no Brasil: uma revisão necessária para a Educação de Jovens e Adultos


Nathan Belcavello de Oliveira

Resumo:

A Educação Ambiental surgiu globalmente como resposta à crise ambiental pós-Segunda Guerra, consolidando-se em eventos da Organização das Nações Unidas (ONU) como Estocolmo (1972), Belgrado (1975) e Tbilisi (1977), que definiram seus princípios interdisciplinares, além de criar organismo próprio, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e o Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA). No Brasil, porém, sua trajetória foi marcada por desinteresse institucional, atrasos, omissões e uma abordagem reducionista, especialmente durante o regime autoritário militar-civil, que priorizou o crescimento econômico em detrimento da sustentabilidade. Apesar de iniciativas pioneiras nas décadas de 1950 e 1960, a Educação Ambiental só foi institucionalizada tardiamente, com a redemocratização e a Eco-92, quando o país assumiu compromissos internacionais e criou o Programa Nacional de Educação Ambiental PRONEA (1994). Contudo, sua implementação junto às instituições da Educação Básica permaneceu frágil, com lacunas na formação docente e na prática educativa. Esse histórico deixou gerações de adultos com uma formação ambiental distorcida ou inexistente, especialmente na Educação de Jovens e Adultos (EJA), onde o desafio é superar visões ultrapassadas e promover uma Educação Ambiental crítica e contextualizada. Para isso, é essencial alinhar políticas públicas às diretrizes internacionais, garantindo que a Educação Ambiental seja transversal, participativa e capaz de enfrentar as desigualdades socioambientais brasileiras.
Palavras-chave: Educação Ambiental; Trajetória Histórica; Educação de Jovens e Adultos.

Abstract:

Environmental Education emerged globally as a response to the post-World War II environmental crisis, consolidating itself through United Nations (UN) events such as Stockholm (1972), Belgrade (1975), and Tbilisi (1977), which defined its interdisciplinary principles. These conferences also led to the creation of a dedicated body, the United Nations Environment Programme (UNEP), and the International Environmental Education Programme (IEEP). In Brazil, however, its trajectory was marked by institutional disinterest, delays, omissions, and a reductionist approach, especially during the military-civil authoritarian regime, which prioritized economic growth over sustainability. Despite pioneering initiatives in the 1950s and 1960s, Environmental Education was only institutionalized belatedly, with the redemocratization process and the Eco-92 conference, when the country assumed international commitments and created the National Environmental Education Program (PRONEA, in portuguese) in 1994. Nevertheless, its implementation within Basic Education institutions remained fragile, with gaps in teacher training and educational practice. This history has left generations of adults with a distorted or nonexistent environmental education, particularly in Youth and Adult Education (YAE), where the challenge is to overcome outdated views and promote a critical and contextualized Environmental Education. To achieve this, it is essential to align public policies with international guidelines, ensuring that Environmental Education is transversal, participatory, and capable of addressing Brazil’s socio-environmental
inequalities.
Keywords: Environmental Education; Historical Trajectory; Youth and Adult Education.


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Citação:

OLIVEIRA, Nathan Belcavello de Oliveira. A Educação Ambiental no mundo e seu tardar no Brasil: uma revisão necessária para a Educação de Jovens e Adultos. In: SILVEIRA, Resiane Paula da (org.). Pluralidades científicas: a pesquisa atual. Volume 2. Formiga: Uniatual, 2026. p. 174-183. Disponível em: <https://www.belcavello.com.br/2026/04/oliveirapcu.html>.